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  • Foto do escritorJu Puccia

Resenha de Livro: O Iluminado (Stephen King)


Publicado em 1980, O Iluminado traz a história de Jack Torrance, um ex-professor e escritor que foi mandado embora da escola após brigar com um aluno. Em estado decadente, Jack abusa das bebidas e tem problemas em controlar sua raiva.


Sua esposa Wendy, uma mulher totalmente dependente de Jack, não está bem com a situação, mas não pode se separar, pois não tem pra onde ir.


O filho deles, Danny, é uma criança especial, capaz de ter visões sobre o passado, vislumbres do futuro e conversar por telepatia. Pessoas assim, são chamadas de “Iluminadas”.


Durante o período de decadência, Jack recebe uma proposta para ficar no hotel Overlook como zelador durante a temporada de inverno, onde o hotel está fechado, oportunidade perfeita para Jack tentar retomar sua carreira de escritor.


Quando a família Torrance se muda temporariamente para o Overlook, Dick Hallorann, o gerente, descobre que Danny é “Iluminado” assim como ele, e conversando pela mente, ele manda um recado para Danny, dizendo que se houver qualquer problema no Hotel durante a estadia da família, é só “chamar”.


Antes da família se mudar para o hotel, Tony, “amigo imaginário” de Danny, pede para que ele não vá! Mas a família, é claro, não dá ouvidos.


No começo da estadia, tudo está tranquilo, porém, Danny começa a receber mensagens de Tony para que ele não chegue perto do quarto 217, e gradativamente, Danny começa a ter visões assustadoras de fantasmas antigos do hotel, pois, no quarto 217 houve um assassinato, um antigo zelador, durante o período de inverno, ficou louco e matou suas duas filhas e esposa de modo brutal.


Ao longo do livro, percebemos que Jack não está mais em seu estado normal são, seguido de várias explosões de raiva, Jack começa a ficar como se possuído, chegando a um momento que literalmente ele tenta matar Wendy e Danny, Danny que se lembra e consegue pedir ajuda a Hallorann.


A “loucura” de Jack é tanta, que ele começa a reviver o passado do hotel, conversando até mesmo com espíritos que lá viviam.


Mais que isso, é spoiler! O interessante é acompanhar as conversas malucas, os diálogos que profundos que Jack tem com os fantasmas, a ponto que nós acreditarmos que eles realmente estão lá e fazem parte do dia a dia da estadia da família do hotel, da degeneração da sanidade de Jack, do crescente terror de Wendy e da ascenção da 'Iluminação' de Danny, que é a parte mais aterrorizante, por você pensar que uma criança está vendo tudo aquilo de mais sinistro que qualquer um dos dois adultos que lá estão.


Stephen King consegue descrever magistralmente três formas de terror (Jack, Danny e Wendy) em três aspectos que impactam cada uma das três mentes de uma maneira incrível, sem deixar que seja um clichê e que você consiga se conectar com cada uma delas de maneira diferente, sentir cada uma de uma forma única, o crescente terror interior que cada um cultiva em um aspecto singular e incrível.


Diferente do filme, dirigido por Stanley Kubrick e que o próprio Stephen King diz não ter gostado, há muitas diferenças no decorrer da história, mas que não alteram o produto final.

Por exemplo, o número oficial do quarto é 217, mas o dono do hotel onde o filme foi gravado pediu para que trocassem o número para um quarto inexistente para que as pessoas não ficassem com medo de alugá-lo.


A parte que Stephen King achou mais incômoda, foi que no filme, achamos que Jack fica louco de uma hora pra outra, mas no livro ele já explica que ele tem tendências a ser agressivo e já tem problemas com sua sanidade.


Pessoalmente, eu acho o livro mais medonho e com um terror psicológico muito mais forte do que o filme, porém, é um excelente filme! Vale a pena ler e assistir!


Resenha por: Juliana Puccia


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